Em um estúdio musical localizado numa cidadezinha no sul da França, junte um Arctic Monkey, um Rascall, um Simian Mobile Disco e um Arcade Fire regendo a Orquestra Metropolitana de Londres.
Misture tudo.
Pronto está feita a melhor banda de rock da atualidade (pelo menos enquanto os Arctic Monkeys não lançam disco novo hehehe).
Estamos falando do The Last Shadow Puppets, projeto paralelo do vocalista do Arctic Monkeys, Alex Turner, junto com o Miles Kane, do Rascals.
Alex e Kane resolveram levar a sério a brincadeira adolescente de suas bandas e montaram esse sensacional projeto paralelo.
Os dois se conheceram quando a antiga banda de Miles Kane (o Little Flames) acompanhou os Monkeys durante uma turnê pela Europa.
Os dois começaram a compor juntos e depois chamaram Owen Pallett do Arcade Fire para reger a Orquestra Metropolitana de Londres e o produtor James Ford (uma das partes do Simian Mobile Disco) para mixar e dar acabamento às canções.
O resultado dessa parceria é o primeiro disco da dupla, The Age of The Understatement, que é um belíssimo disco, diga-se de passagem.
O disco é basicamente um pop melódico sessentista rejuvenescido graças ao timbre quase pueril de Alex Turner.
Nas letras o "macaco ártico" solta da mão de assuntos típicos do cotidiano juvenil, e aborda temas mais densos e até então intocados por ele. Como o amor e a desilusão de perdê-lo. Detalhe, nas letras Alex fala em terceira pessoa.
"Standing next to me" soa como uma música perdida dos Beatles. Menos de dois minutos e meio de duração, mas com a capacidade de ser a música da vida de alguém.
"The Age of Understatement", faixa que abre o álbum, é a definição perfeita de pop épico com sua bateria marchada e violinos afinados.
O vocal de Alex e Miles casa tão perfeitamente que é quase impossível diferenciar quem é quem quando cantam juntos em baladas como em "The Chamber" e "My Mistakes Were Made For You".
Mesmo quando acelera os andamentos e solta a mão na guitarra como em "I don't Like You Anymore", o LSP soa diferente do Arctic Monkeys. Não é mais uma daquelas bandas que surgem da noite para o dia (de onde saiu o Tokio Hotel???????ARGH!!!!), descartáveis como os copos usados para se beber cerveja nos festivais de rock pelo mundo afora.
É um som que podemos ouvir em casa tomando um bom vinho e divagando sobre nossas crises existenciais (de onde vim? Para onde eu vou?).
Digo mais. “The Age of The Understatement” é um excelente álbum de estréia que revive a melhor época do pop. Quando ele era capaz de marcar profundamente a vida de uma pessoa.
3 comentários:
Receita de literatura: os melhores textos de todos os tempos da última semana.
Isso reforça ainda mais a 'Teoria da anonimato'. Mas, como fugir dele?
A vida é um eterna fuga: Ora arquitetura - faz bem pros olhos - ora jornalista - não deixa em branco.
ANONIMATO = ANÔNIMO + ATO, e como age meu guri!!!
aff,, pra variar, arrasou jhonny... !!!
bjaaoo =[red]***
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