sexta-feira, 4 de julho de 2008

DOSES HOMEOPÁTICAS DE MÚSICA.

Depois de muito tempo longe, eis-me aqui novamente ('tô de férias!!!) para falar de dois discos que eu não consigo parar de ouvir.
Um cara e uma garota.
Jason Mraz, que nos faz cantar, dançar e roubar coisas(!) e Adele, que com sua voz suave e macia nos faz relaxar.
Então vamos lá.
Jason Mraz - We sing, We dance, We steal things.
Poucas vezes se viu um título de um albúm tão feliz como este terceiro da discografia de Jason Mraz.
Yes, we sing! Depois da primeira audição desse disco, não paramos de cantar, cantar e cantar os pegajosos refrões das 12 faixas do albúm. E isso não é ruim, acredite!
Yes, we dance! Embalados pelo irresistível piano onipresente nas músicas e pelos metais maravilhosos ao longo das faixas.
Yes, we steal things! Arranjos, harmonias, melodias, grooves do melhor do R&b e Soul Music setentista, dando-lhes ares modernosos, sem parecer pretensão da parte de Jason, aptos a tocarem nas melhores festas das melhores grifes do planeta, ou nos iPods dos descolados de plantão.
"We sing, We dance, We steal things", como se vê é um albúm onde nada foi criado do zero. Tudo foi moldado, adaptado, adequado à nossa época. Uma excelente releitura, sem necessariamente uma regravação sequer.
Destaques para a faixa de abertura do disco, "Make it mine", "Lucky" perfeita pra aquelas rodinhas de amigos com violão numa noite de lua cheia e céu estrelado, e ainda conta com a participação de Colbie "Bubbly"Caillat, "I'm Yours", primeiro single, ótima pra se fazer uma declaração de amor pra alguém (...i won't hesitate, no more no more, it can't not wait i'm yours...) e "Butterfly", que com seu arranjo de metais faz com que qualquer pessoa dance do início ao fim da música.
We sing, we dance, we steal things, é um ótimo albúm que é retrô e ao mesmo tempo "mudérrno".



Adele - 19
A voz marcante é a primeira coisa que chama a atenção em Adele, jovem cantora e compositora inglesa que despontou no ano passado com canções intimistas, cuja sonoridade pop, acrescida de elementos do jazz contemporâneo e efeitos modernos, a levaram a atingir o primeiro lugar nas paradas britânicas no início deste ano.
Em sua estréia, Adele comete um trabalho dos mais classudos deste já maravilhoso ano de 2008 para a música. A voz marcante e forte funciona em total sintonia com a bela e perfeita fusão de estilos que se propõe a fazer com maestria de poucos, e tendo como objetivo um irresistível pop de luxo, Adele passeia muito bem por várias vertentes da música como o jazz, soul, gospel e afins.
Uma das grandes virtues de Adele neste albúm é a versatilidade, ou seja, se você quiser uma música pra cantarolar e sair por aí estalando os dedos ouça a deliciosa "My same". Caso queira uma interpretação daquelas capazes de dilacerar a alma, vá para "Chasing Pavements", se deseja fazer alguém dançar com uma música do mais alto nível possível, não exite em colocar na pista "Right as Rain". Se quiser sentir toda a acidez da moça ouça "First Love", saca só o que diz a letra: ..."excuse me first love, but we’re through. I need to taste the kiss from someone knew...”. Ouça com atenção também "Tired", uma de minhas preferidas do albúm.
A música de Adele é música de bom gosto e "19" é um disco indispesável em qualquer coleção musical.


3 comentários:

André Bandeira disse...

Ele nos faz pensar na arquitetura que envolve seu texto. No falar de ritmos que acaba criando ritmos pro seu ensejo. Dá vontade de roubar unm desses textos. E de sair cantarolando e estalando os dedos. Como um homem moderno do jazz brasileiro e da macumba encruzilhada inglesa exalando seus tons negros.

Dá-me mais doses do teu doce pr'eu ouvir!

Anônimo disse...

jhooonnyy tu ta ficando expert de blog hein??
só n esquece de mim qndo ficar famosoo
sahuashuhuasuasusau
te amo amigo :*

Anônimo disse...

Pow!!! Jhonn!!! Que redação maravilhosa, bem no dia do Independence Day dos EUA!!!!!
Uma boa!!!!
Abração!!!!!!!